quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Diferenças entre os sistemas de gerenciamento de cor

Nos sistemas convencionais toda uma série de compensações tem que ser feitas na imagem para cada impressora à qual a imagem se destina. Gerar um filme para depois decidir em qual sistema de impressão rodar a imagem é o equivalente a "dar um tiro no próprio pé". Cada impressora, sistema de impressão, tintas, e papéis funciona diferente e requer imagens separadas com as compensações pertinentes (seja no sistema convencional ou no CMS).
Entretanto, muitos designers (e muitos gráficos) tentaram durante muito tempo (e ainda hoje) estabelecer como padrão para as cores a obter na reprodução gráfica, amostras fotografadas por contacto às separações em filme, antes mesmo de definir se tais filmes se destinam a este ou aquele sistema de impressão. Tal não é o objetivo original da destinação para os produtos de prova de cor! Em seguida, o "pobre operador" de impressão tem que "se virar" para obter aquelas cores na saída final de impressão. A produção do material de prova tem também que receber compensações para não extrapolar o gamut e linearidade do sistema de impressão final. Existem normas para provas de cor cujo texto corrobora exatamente o que aqui afirmo!
O material de prova é uma referência perigosa sem um bom gerenciamento das cores. Adoptar esta ou aquela marca não garante nada. Podemos denominar a esta prática errada de partir da capacidade do material "de prova" como referência; um "vício de operação" da indústria gráfica.
Com o advento dos sistemas de reprodução gráfica "sem filme", esta prática tende a cair no vazio. O uso destes magníficos produtos fotográficos, que rendem algumas cores que não são possíveis obter nos sistemas de impressão, tende a desaparecer - é uma pena e ao mesmo tempo uma sorte, pela oportunidade de escolher uma referência melhor.
Nos sistemas CMS, ao invés de estabelecer compensações na imagem para cada nova impressora de destino, busca-se embutir no sistema uma forma de descrever cada dispositivo, de forma que o próprio sistema faça as correções necessárias baseado nesta descrição. Inicialmente, podemos não ver vantagem, mas analisando melhor, percebemos que a imagem já passa por interpretações quando vem do scanner para o monitor, e deste para a saída.
A forma de neutralizar a entropia da imagem enquanto variações de cor no CMS é utilizar "Profiles" ou Perfis - (que são a descrição de cada dispositivo por onde a imagem irá passar) - e "Rendering Intents" ou Objectivos de Resultado - (que são as regras de conversão a empregar conforme o dispositivo), sem alterar as informações de cor originais do arquivo de imagem. É possível no sistema CMS mudar as regras de conversão das cores (o Rendering intent) mantendo os dados da imagem intactos, algo que não é possível no sistema convencional de gerenciamento das cores.

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